Fragmentos III

 

"Honestamente não sei se meu amor por você é medo de estar só"
13 do mês, Século XXI – Sentada no colo do mundo, embriagada de pensar.

E assim acaba outra longa história sem vitória, as noites ébrias e o teatro da amizade que sempre sempre nos despia no 3º ato... Talvez o fim não tenha causa e tudo isso não seja nada além de outra obsessão, fruto de mais uma ilusão que morre e dói e me traz aqui de volta, debruçada na mesma almofada, despreparada para ser amada, porque quando ouço sim tenho medo de não poder estar só... Mas é só que agora eu chego ao pó, pensando se rasgo minhas loucuras de amor e tombo de uma vez o poster de Sophie Calle... E esse show é apenas para atender a minha necessidade de imortalizar o tempo perdido, já que minha vida agora carece de sentido, as quartas-feiras contam com sua ausência e as ruas do centro rebobinam nossa alegria falida... Já não há o que fazer mais que imortalizar para ver se enxergo algum motivo, talvez a razão e com sorte alcance a evolução... No que falhei, no que falhaste? Escrevo para compreender nossa derrota. Já não importa se essa semana tenho visita, hoje é melhor que amanhã eu vá embora. Minha ausência não subtrai, minha falta agora soma e o resultado é fim! Os tijolos da sua casa, a luz das 10:17 da manhã, meus dedos pelas suas costas, o amor, a espera pelo próximo dia em que você apareceria... Ahhh, nossa falência é um alívio! Nós que nunca soubemos para onde íamos no plural, sempre caminhando lado a lado a direções opostas... Eu decreto estado de alívio! Não há escada para esse muro e até aqui chega o nosso pouco amor.